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O tatiquês de Frank De Boer


Os leões holandeses emplacaram um estilo de jogo fortíssimo na estreia da Eurocopa, dando suas cartadas e mostrando a que vieram. A seleção comandada por De Boer buscou o gol do início ao fim da partida, mas também apresentou suas falhas e complicações ao longo jogo.


O primeiro adversário da Holanda na atual edição da Eurocopa foi a Ucrânia, comandada pelo ex-atacante Shevchenko. Os ucranianos foram para o duelo em um tradicional 4-3-3, com Bushchan; Karavaev, Zabarnyi, Matviyenko e Mykolenko; Malinovskyi, Sydorchuk e Zinchenko; Yarmolenko, Yaremchuk e Zubkov. Apesar desse esquema no papel, a disposição dos atletas em campo apresentava um 4-4-2, com Zubkov descendo para a linha de meio-campo.

Do outro lado, os holandeses foram em um 3-4-1-2, com Stekelenburg; Blind, De Vrij e Timber; Van Aanholt, De Jong, De Roon e Dumfries; Wijnaldum; Depay e Weghorst. Os alas Van Aanholt e Dumfries, muito participativos no esquema, subiam a todo instante, caracterizando um 3-3-4.


O ponto-chave do esquema de Frank De Boer estava justamente nessa superioridade numérica com os alas, gerando dificuldades aos marcadores, uma vez que sempre havia um homem holandês livre de marcação.

A tônica do jogo foi ataque contra defesa, mesmo a Ucrânia, valente, conseguindo boas investidas ofensivas com suas peças de maior qualidade: Zinchenko, Malinovskyi, Yarmolenko e Yaremchuk.


A superioridade da Holanda foi vista na vantagem construída no segundo tempo. Aos 52’, Wijnaldum marcou, e aos 58’ Weghorst ampliou. Tudo isso em falhas defensivas dos ucranianos. Mesmo assim, não se abateram. Foi aí que podemos ver as falhas e complicações da Holanda.


O sistema defensivo holandês não funcionou bem, e aos 75’ Yarmolenko diminuiu. Nesse momento, Van Aanholt, De Jong, De Roon e Aké – que entrou no lugar de Blind -, não deram combate e viram o atleta ucraniano marcar um gol de placa.


Logo na sequência, aos 79’, Yaremchuk estava lá para tocar de cabeça e empatar o confronto. Mais uma vez, falha no setor de defesa. Yaremchuk entrou sem muitas dificuldades e atacou a bola com certa tranquilidade. A linha de defesa só observou a bola e não percebeu a infiltração do atacante.


Mas, pouco tempo depois. Bingo! Novamente os alas de De Boer fazendo a diferença. Aos 85’, Dumfries, que inclusive foi o nome do jogo, entrou nas costas de Zinchenko, subiu mais que o seu marcador e cabeceou firme para o gol, dando números finais ao duelo. 3 a 2 Holanda.


Uma partida movimentadíssima, que apresentou os pontos fortes e fracos da seleção holandesa. As ações ofensivas, carregadas de disposição e ímpeto dos atletas, fizeram toda a diferença. Quanto aos erros, são pequenos ajustes que podem ser corrigidos com alguns toques.


Agora sim podemos dizer que a Holanda, mais forte, robusta e bem esquematizada, está crescendo para bater de frente com as grandes potências do futebol mundial, e quem sabe podendo surpreender nessa Euro.


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